sexta-feira, 26 de junho de 2009



Meu País

Enquanto dormia e sonhava andei por outros paises percorri outras terras banhei-me em outros mares, vi e colhi outras flores, saboriei outros frutos, vi e pintei novas paisagens.
Ao acordar sentir-me de novo em meu chão, meu lugar, meu lar as paisagens que pintei foram então mais belas, mares mais verdes, frutos mais doces, muito mais flores.
Aqui é onde o sol brilha mais, onde meu coração bate mais forte pois aqui é o meu País.

Léah MorMac

quarta-feira, 17 de junho de 2009

sexta-feira, 5 de junho de 2009


Dor

Léa MorMac
Estou aqui sentada meio contorcida esperando ansiosa os comprimidos que tomei contra esta dor atroz na coluna passe. Ligo a TV na tentativa de pensar em outra coisa enquanto espero, mas só fez piorar, pois lá vem o noticiário outro ataque doloroso. As notícias que se ouvem são de agressão ao meio ambiente, roubos e assassinatos, desgraças e desgraçados, corrupção política. Enquanto crianças morrem de fome eles compram castelos, viajam para Europa com toda a familia com o dinheiro do povo é claro, não cuidam da saúde desse povo, da segurança e ainda se dizem deslavadamente inocentes, apesar das provas mostradas e comprovadas.
A dor fisica me deixa com a boca salgada mas estas notícias só aumentam esse sal.
Quando será que nós os brasileiros vamos reagir a essa situação tão dolorosa que nos arrasa e entristece que acaba com nossa crença de que um dia este país deixará de ser tão escorchado por esses chupins? Quando haverá o cumprimento das leis para todos independentemente da conta bancária do cidadão? Quando será que exigiremos JUSTIÇA, assim com todas as letras maiúsculas? O julgamento e a sentença justa, o equilíbrio, a vergonha para quem roubou, extorquiu, enganou e meteu a mão nos nossos bolsos sem dó nem piedade.
Para a dor da minha coluna tenho uns comprimidos que a amortecem mas para a dor causada por toda essa imoralidade vigente não ainda não foi inventado nenhum.

quarta-feira, 3 de junho de 2009



Mulheres atuais
Léah MorMac

Não compreendo porque as mulheres de hoje têm esses valores tão deturpados com relação a si mesmas. Se ela estiver uns quilinhos acima do peso, se não estiver se vestindo exatamente como manda a moda, mesmo que aquela moda não lhe caia bem, se não souber falar de cremes e principalmente se não estiver fazendo um regime qualquer vai se sentir infeliz, a última das mulheres, fora do contexto. Fico observando as atrizes da TV, (são as que estão mais à mão para serem observadas) que há bem pouco tempo atrás eram pessoas com rostos alegres, cheinhos, sem covas, sem olheiras, corpos sem tantos ossos pontudos, as pernas não eram tão finas, os quadris agora tão estreitos, as roupas não realçam, parecem uns cabides que andam com enormes peitos de silicone!
E se você encontra alguma jovem amiga que esteja magra com cara de doente e por espantar-se com a tal magreza você comenta: “– O que aconteceu você está tão magrinha?” Ela será capaz de amá-la para sempre, agradecer, louvá-la por esse comentário, não vai compreender a sua preocupação com sua saúde, vai achar que foi sim um elogio a sua esqualidez.
Não compreendo o porque desta paranóia desta competição para ver quem é mais magra, quem faz mais regime, quem frequenta ou não academia, pois sei bem sei que os homens gostam de carne e não de ossos, até os cães gostam de osso com carne, que dirá os homens!
Gostaria de saber por simples curiosidade pois não pretendo mudar nada nem ninguém: Quem começou isso tudo, e pra que, qual a finalidade de transformar as curvas femininas em retas sem graça? Por questões de saúde não é, pois nem sempre as magérrimas ou as magras são saudáveis, ou não morrem, será por economia de comida? Apesar da crise não creio que seja isso. Será alguma competição entre as mulheres, ou será que agora as roupas de grife só vão até o nº 40?
Sabe-se lá o por que disso, acho que nunca vou saber, assim sendo vou continuar com minha curiosidade e lamentando tudo isso.

domingo, 31 de maio de 2009




Sol e silêncio
Léah MorMac
Fui a procura de um raio de sol para aquecer meu corpo e de ouvir o silêncio daquela clara manhã e esparramei-me na cadeira da varanda, o sol estava lá morninho com seus reflexos trazendo luzes para as folhas das árvores, desenhando mil sombras pelo chão. O silêncio a princípio também, pois logo vieram os saguís correndo pelos fios da rede elétrica até atingir as copas das árvores para comer os ovos nos ninhos dos passarinhos, que caiam de bicadas sobre eles e aí deu-se a confusão: os saguís gritavam lá na linguagem deles, os pássaros piavam, os cães fazendo coro latiam, seus donos gritavam “– calem-se, vão deitar...”
Acabou-se o silêncio e acho até que o sol recolheu seus raios antes que sobrasse para ele algum grito.
Eu também desisti de esquentar-me ao sol como um lagarto, fui esquentar os dedos e a mente, resolvi pintar uma paisagem onde o sol brilhasse em pleno silêncio.
Fim

sexta-feira, 22 de maio de 2009






O Passado, o Presente e o Futuro
Léah MorMac

Enquanto eu respirar vou me lembrar daqueles dias, da sensação de impotência que fazia meu corpo todo doer, pernas e mãos tremerem, dias de pressões e opressões.
Foram muitos anos desperdiçados e infelizes, horas perdidas, dias mortos, muitas ilusões e sonhos sonhados que sepultei.
Esperava a hora de entrar no chuveiro, era lá que eu chorava e soluçava baixinho para ninguém ouvir. Quantas e quantas vezes me vi repetindo essa cena de puro desespero.
Voltava meus pensamentos ao passado, ouvia sempre que: – Antigamente é que era bom.
Nunca foi bom, nem na infância ou adolescência, nunca, então nem fugir para o passado remoto eu poderia...
Hoje tudo acabou, porém ficaram as lembranças e a sensação de que deveria e poderia ter sido diferente, vem a culpa, o remorso por ter me deixado sofrer tanto, e ter feito sofrer também, o saber que o passado nunca vai ser esquecido que entrou nas minhas veias como sangue contaminado que só me faz mal.
Sei que preciso exorcizá-lo, para viver o presente e o futuro.
Hoje, ainda não existe a felicidade sonhada, e que na verdade nem sei se isso de felicidade é fantasia ou utopia, mas existe esperança de dias melhores, e de que alguns sonhos se realizarão, existe o aprendizado das lembranças ruins do passado, o amadurecimento, o valorizar os pequenos momentos de paz, o ato de compreender as fraquezas alheias e principalmente as minhas.
Existe no presente o saber que para viver o futuro, tenho que perdoar o passado.

terça-feira, 19 de maio de 2009

"O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar." [ Charles Chaplin ]