sexta-feira, 6 de agosto de 2010


Pastel- Tel
Senti-me perdida sem chão com muitas noites de lágrimas, foi assim durante várias semanas quando me despedi de um cãozinho muito amado.
Mas depois a vida me ofereceu um gatinho que fora atropelado, tão amassado que coloquei-lhe o nome de Pastel, remédios, veterinário e o Pastel transformou-se em Tel, lindo, negro de pelo e com olhos verdes brilhantes. Todos os dias no café da manhã tomava seu leitinho pulava no meu colo como quem dizia volto já, vou lá fora dar uma voltinha.
Perambulava em torno de meu cavalete, ou onde quer que eu estivesse, era exigente com seus horários e tipo de refeições.
Um dia numa de suas voltinhas costumeiras, voltou se arrastando, deitou-se gemeu muito, não aceitou a comida, nem água, nada. Corremos para o veterinário algum humano desumano deu-lhe veneno, ele não resistiu.
E novamente, noites de lágrimas e saudades...
Estas lembranças me fizeram chorar, mas trouxeram também a recordação do meu companheirinho tão frágil, mas que fortalecia minha alegria de viver.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

calmante

Calmante.


Para acalmar um dia de stress a melhor solução para mim é envolver-me na pintura de um quadro, flores singelas ou não, flores com elas a respiração fica solta, os pensamentos vão para outro foco, o dia encurta, fica pequeno para o número de pinceladas que preciso dar, e então me apresso, a agitação é voltada para a agilidade e firmeza da mão a atenção para a mistura de cores.

Se todos pudessem fazer este tipo de exercício, usar esse calmante, que não é por via oral esse é diretamente por via emocional.

Texto Léah MorMac

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Viver para sempre










HOJE é um novo dia de um novo tempo que começou... Diz o jingle
Para mim este novo tempo que há muito já começou e que já está mais próximo do fim do que do meio, leva-me a pensar: Será que existe alguém que deseje viver eternamente?
Falando por mim detestaria essa eternidade, pois penso também que tudo na vida se transforma em rotina, por mais criativo, por mais feliz, por mais entrosado que se esteja no meio tudo cansa tudo deixa de ser interessante se o tempo for a eternidade.
Já tive fases boas, fases ruins, fases de luta, fases de tranquilidade e hoje olhando para traz vejo tudo como um aprendizado, porém no tempo e tamanho certos.
Se tivéssemos uma vida sem fim, só com recomeços a felicidade, e paz, retornariam, mas voltariam também as lutas, os dissabores, as decepções e tudo se transformaria em rotina e rogaríamos por nossa morte? No caso seria complicado, pois ela não existiria!!!

texto: Léah MorMac

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Saudade


Saudade
Emoção doída, que nos leva ao passado e lá ficamos presos, no que se foi, mas que não queremos deixar partir.
Léah

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Amizade


Amizades

Desilusões, não sei se posso chamar assim, talvez deva chamar de excesso de confiança esperar retidão e caráter achar que as pessoas são como você.
Estava lendo uma postagem no blog de uma jovem que falava justo sobre sofrer sacanagem de quem menos esperava, e sutilmente se achando culpada, por ter enviado pensamentos negativos e por isso ter recebido a decepção na contra partida.
Não penso assim, já me senti muito feliz por ter feito amizade com certas pessoas e cultivado estas amizades com todo o carinho até receber a “puxada do tapete” que me fez cair de cara no chão, não deu nem tempo de respirar ou pelo menos entender quais as razões.
Passei então a ir vivendo de acordo com os acontecimentos, sem colocar expectativas ou idealizações no futuro de minhas amizades.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Letargia


Letargia
Andava perdido no nada.
Olhar absorto, cabeça ao vento
Sentimentos vagos, sem atos, sem ação
Não amava, nem odiava
Não ria nem chorava
Já não sabia quem era ou o que queria,
Nada, o tudo era nada
Nem amor, nem dor.
Nem prazer, nem desgostos
Letárgico...
Parado...
Inerte...
Era apenas sono

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


Inspiração:


Andei o dia todo ocupada com os afazeres da casa, mas a mente estava parada num só pensamento. A noite chegou junto com o cansaço e a mente resolveu dar um tempo naquela ideia fixa e fui dormir. No meio da noite acordei e pulei da cama tudo era silêncio, só um cão ladrava ao longe, e o zum zum, barulhinho do ar refrigerado, pé ante pé fui para o escritório escrever o conto que martelara minha cabeça há dias. Os dedos teclavam ansiosos com medo que as idéias que fluíam e borbulhavam fugissem
A claridade do dia invadia a janela quando terminei. Sonada voltei para o “berço” a fim de dormir um pouquinho até que todos acordassem. Foi a melhor hora e meia de sono que me lembro de ter tido, foi como prêmio pela missão cumprida.
Quando acordei o cheirinho gostoso de café sendo passado lá na cozinha,inundava a casa estava feliz e tranqüila, talvez quem sabe até nova idéia pipocar na minha cabeça e me deixar sem sono, e buscando tempo loucamente para escrever e escrever e escrever. Viva a inspiração!