segunda-feira, 11 de maio de 2009



Poema
Te emprestei meu ventre, meus seios
Te dei meu sangue, meu riso, minha alegria,
Te dei minhas noites insones, meus mêdos,
Te dei minha coragem, minha força,
Por ti lutei, briguei, perdi, venci,
Contigo chorei, sorri, dancei, vivi
Contigo aprendi, sonhei, entendi.
Pra ti toda extensão do meu amor.
Pra ti minha admiração e orgulho,
Pra ti minha fiel dedicação
Por ti meu incondicional amor
Que vou sentir até morrer.
Assinado: Mãe
escrito por LéaMorMac

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Beijando o Sapo



Texto Léah MorMac

A paixão parecia que ia rolar, e dali surgiria um namoro com futuro,
As fotos dele eram de um lindo rapaz, as dela para ele de uma linda moça...
As músicas, os filmes, os livros, as diversões preferidas, os desejos eram iguais.
Trocavam idéias para projetos futuros, trocavam carícias, beijos e sexo virtuais.
Ela sentia-se plena naquele relacionamento. Resolveu então marcar o primeiro encontro, após longas conversas via MSN, ORKUT, ...
Tudo acertado, escolheram um barzinho próximo a casa dela.
Ela levou bastante tempo se produzindo, queria se apresentar ao seu amor bem bonita,
procurava se acalmar, rezando para que ele gostasse dela.
Na hora marcada, lá estava ela esperando o lindo rapaz da foto com seu um metro e oitenta, cabelos fartos e encaracolados, sorriso largo e simpático.
Resolveu entrar no barzinho escolheu uma mesa próxima à porta e esperou que surgisse o amado, sabia a roupa com a qual ele se apresentaria e ele encontraria uma linda moça com um vestido vermelho.
Minutos depois aparece na sua frente um rapaz baixinho, careca, tentando disfarçar o medo de decepcioná-la, não com um sorriso largo mais bem tremulo. Esse era o seu namorado da Internet.
Ela educadamente conseguiu disfarçar sua raiva por causa da mentira. O silêncio se fez e pesou entre os dois, até que ele resolveu desculpar-se pela decepção e mentira ...
Ela começou a sentir uma grande saudade do amado virtual, do amor não concretizado, onde tudo era cor de rosa, ilusionário, longe da feia realidade. As lágrimas ameaçavam a todo momento seus olhos, pensou em quantas mentiras mais poderiam vir.
E os projetos de vida a dois, e os beijos e as juras de amor, onde ficariam agora? Só percebia que ele falava, falava, mas ela não ouvia.
E de repente, sem que nem mais, curvou-se até ele e beijou-o longamente, beijou o sapo e todos aqueles sentimentos voltaram e dai pra frente a conversa se animou, riram e quando sairam do bar, estavam muito felizes, e renovando os projetos e juras de amor.
Fim

quinta-feira, 7 de maio de 2009

sábado, 2 de maio de 2009

1° de Maio



Texto Léa Mormac
O meu primeiro de Maio não foi de pasmaceira à frente de uma televisão num sofá fofo.
Foi um dia cheio de risos, vozes, de três lindas e inteligentes moças que vieram se juntar a minha filhota, diga-se de passagem não menos linda e inteligente, para fazerem um trabalho de pesquisa para a “Pós”.
Os neurônios ululavam pela sala, a alegria da juventude naquele dia lusco-fusco transformou-se em claridade vibrante.
É que às vezes o descanso mora na troca de energia e não em dormir, ou entregar-se ao nada fazer.
O meu 1° de Maio foi de enegia compartilhada, e só tenho que dizer que foi ótimo.

sábado, 25 de abril de 2009

O Espelho




Léah MorMac

As rugas começavam a aparecer, os cabelos antes de um castanho-dourado, eram agora na maioria brancos, palpebras que formavam pregas pesavam sôbre seus olhos, já sem o brilho da juventude. O corpo meio curvado, as pernas meio trôpegas e seus joelhos às vezes doiam sem quê nem porquê
Assim era a figura que se olhava com cuidado no espelho pendurado no pequeno banheiro do apartamento. A velhice chegou junto com a solidão.
Mas todas as manhãs cumpria aquele ritual com o corpo despojado de roupas passava e esticava com paciêcia de Jó um creme hidratante para o rosto, outro para todo o corpo, filtro solar para proteger sua pele tão branquinha, aí, vestia-se e depois de cumprir essa cerimônia matinal, saia para sua caminhada pela beira da praia. Encontrava uma amiga aqui, outra ali, uma conversinha aqui, outra ali, e a caminhada ia ficando só na vontade e intenção; mas conseguia compensar sua solidão e quando voltava para casa, sua mente estava ocupada com as novidades que as amigas lhe haviam contado.
Era hora do segundo ritual: Entrar no chuveiro, afinal estava suada de tanto esforço por andar. E novamente após o banho, o hidratante no rosto, o outro para o corpo, ia esticando e esticando os cremes e falando consigo mesma que ainda era bonita, e jovem e sadia. Não conseguia ou não queria ver a velhice estampada naquela imagem refletida no espelho, só conseguia enxergar a bela mulher que fora antes, bem antes daqueles seus setenta anos.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Pobre menino Rico






Pobre menino rico
Léah MorMac
A brincadeira rolava todos os dias, a roupa grudada mais na sujeira que no corpo de tanto cair e correr com a bola no campinho.
O jornal da cidade, perto de casa, descartava os tubos de madeira que traziam os papéis que usavam, para eles inúteis, mas para nós era o tesouro! Daquilo criávamos nossos carrinhos de “rolimã de pau” e nossos “patinetes”, e neles era uma descida ladeira a baixo, onde acabávamos nos estabacando e rindo a rodo, nem sentíamos os joelhos e cotovelos ralados e nem chorávamos quando a mãe lavava nossos ferimentos de prazer, com água de sal “– homem não chora!”, era o refrão.
Vestidos no uniforme escolar andávamos a pé até a escola, parece incrível mas sim, andávamos a pé, que aliás era outro prazer, encontrávamos os amigos pelo caminho, e sempre uma brincadeira ou uma aposta para ver quem chegava primeiro, quem corria mais , e sem fôlego e suados entrávamos na sala de aula.
Nunca vi mãe levando filho de carro até à porta do colégio, coisa que nem podíamos imaginar existir, o “automóvel”, como era chamado, quem o tinha era rico.
Subíamos em árvores, para colher a fruta diretamente da fonte e lá, encarapitádos saboreá-las!
Video-game, televisão, MP3, nada disso existia. O que tínhamos era a matinê no cinema poeira nos fins de semana, para vermos as aventuras de Flash Gordon, Tarzã, ou um bang-bang com James Cagnei ou John Waine.
Não tinha traumas psicológicos por ver e desviar-me do tamanco arremessado por minha mãe em minha direção, quando as diabruras aprontadas chegavam no auge.
Se chegássemos tarde em casa, a preocupação não era com pedófilos, raptos, ou balas perdidas, era tão somente para mantermos obediência aos nossos pais, pelas regras da casa.
Os deveres de casa eram pesquisados nas bibliotecas e em enciclopédias, e não na internet. O mundo era real e não virtual, líamos Monteiro Lobato ao invés de ver pela Tv, o sitio do Pica-pau...
Merenda escolar era mingau, nada de fast-food, não tínhamos “mesada” para gastar nas cantinas da escola, nem em praças de alimentação de shopping – nem existia shopping, coisas de agora.
Sei que na minha infância não existiam as tecnologias e modernidades de hoje, que até acho bom, mas sei que foi rica em alegrias, aventuras e prazeres e principalmente liberdade despreocupada, que os pobres meninos ricos de hoje nunca experimentarão.
Fim

P.S.(texto referente a infância de meu marido)